Cartilagem de Tubarão

A cartilagem de tubarão em pó comercializada aqui no Brasil é composta por uma mistura de cartilagens obtidas da coluna vertebral de várias espécies de tubarões (cações) que habitam as costas do norte e nordeste do Brasil, sendo extraída das espécies mais comuns: Galeocerdo cuvier, Ginglymostomacirratum, Carcharhinus falciforme, C porosus, Prionace glauca e Sphyrna morrakan.

A cartilagem de tubarão é um composto rico em proteínas e minerais como cálcio, fósforo e magnésio; sendo assim um complexo formado por mucopolissacarídeos como o sulfato de condroitina e glicosaminoglicanos, além de substâncias minerais como o fosfato de cálcio produzido por células conhecidas como condrócitos.

Pesquisas têm mostrado resultados bastante promissores da cartilagem de tubarão como auxiliar de diferentes tipos de patologias (inibição da proliferação de tumores, osteoartrite, artrose e degeneração muscular), além de atuar sobre a flexibilidade das
articulações e redução da dor nos processos de osteoartroses devido à presença dos
mucopolissacarídeos, sulfato de condroitina e glucosamina presentes em sua matriz protéica.

Cartilagem de Tubarão para Artrose e Artrite

Osteoartrite ou artrose é uma doença progressiva caracterizada pela destruição e perda de cartilagem articular, promovendo alterações nos tecidos adjacentes e desenvolvimento de processos inflamatórios. Sua origem, parece surgir devido a fatores mecânicos, bioquímicos, genéticos e outros. No Brasil, essa doença atinge 16% da população, sendo responsável por 30% a 40% de todas as consultas em ambulatórios de reumatologia.

A cartilagem de tubarão por ser um composto rico em glucosamina e condroitina, pode ser um grande aliado no combate da artrose e artrite.

A glucosamina em diversos estudos sistemáticos, em doses de 1500 mg/dia, é efetiva na redução da dor, melhorando a função, em particular no joelho, com dor média a moderada. Já a condroitina, pode ser modificadora dos sintomas da doença. Revisões sistemáticas recentes demonstraram que em doses de 800-1200 mg/dia existe benefício na redução da perda de cartilagem. Esses sacarídeos possuem um bom perfil de segurança, o que os torna interessantes em doentes com múltiplas patologias e em idosos, atendendo ao risco elevado de efeitos adversos e interações de outros medicamentos. A dose diária recomendada (DDR) é de 1500 mg de
glucosamina e 1200 mg de sulfato de condroitina. Os efeitos adversos da glucosamina normalmente não são relevantes. Incluem inchaço, flatulência, cólicas. Deve evitar-se em doentes alérgicos a marisco. As náuseas são o efeito adverso mais comum da condroitina.

Em países como Estados Unidos, esses sacarídeos são muito utilizados como suplementos nutricionais, enquanto países da Europa , Ásia e América Latina, seu uso como medicamento tem ganhado importância, sendo facilmente manipulado e comercializado em farmácias de manipulação.

Além disso, a cartilagem de tubarão também apresenta a proporção ideal de cálcio e fósforo para serem mais bem absorvidos pelo nosso organismo, ou seja, duas moléculas de cálcio
para uma de fósforo (2 pra 1), esta relação permite um aumento da fixação do cálcio nos ossos.

Cartilagem de Tubarão Cápsulas

Uma das formas mais comuns de consumo da cartilagem de tubarão, sendo consumida em cápsulas por via oral.

No Brasil, devido ao elevado conteúdo de proteínas e minerais, especialmente cálcio e
fósforo, o Ministério da Saúde enquadrou a cartilagem como suplemento de proteínas e
minerais.

Cartilagem de Tubarão Preço

O preço depende da quantidade e composição, mas é considerado um produto bem acessível para a população em geral.

Cartilagem de Tubarão em Creme / Gel

Cartilagem de Tubarão em Gel

Cartilagem de Tubarão em Creme

Também é possível encontrar a cartilagem de tubarão nas versões em creme ou gel, geralmente eles vem combinados com outros compostos para alívio de dores locais, como extrato de arnica.

Cartilagem de Tubarão Previne e Cura Câncer?

A idéia da cartilagem de tubarão previnir ou até mesmo curar o câncer, veio da idéia de que os tubarões, por terem esqueleto cartilaginoso, não contraiam câncer, inclusive essa idéia foi amplamente divulgada pelo livro do Dr. William Lane (Tubarões Não Contraem Câncer de 1992). Ajudando a fundamentar essa hipótese, temos que a cartilagem é um tecido avascular, e por esta razão suspeitou-se que ela possuía componentes com atividade antiangiogênica (anti-câncer).

A idéia de que tubarões não contraem câncer caiu por terra, ao surgirem diversos casos de tubarões com câncer e a descoberta de 42 variações de câncer em diversas espécies de tubarões.

Mesmo assim, o extrato da cartilagem de tubarão solúvel em água, formado pelas moléculas
com propriedades antiangiogênicas, se tornou um medicamento, sendo usado na formulação do Neovastat® (AE-941) (administrado por via oral), que teve sucesso em estudos realizados em laboratórios, mas falhou em ensaios clínicos realizados em seres humanos. A descoberta de câncer em tubarões e falta de resultados promissores em ensaios clínicos foram graves retrocessos e por conta disso parou de ser fabricado em 2007.

Essas propriedades em sua maioria são ligadas ao bloqueio da angiogênese, e alguns extratos também apresentam ação sobre o sistema imune e na inibição de metástases.

É importante lembrar que ainda faltam pesquisas científicas e trabalhos recentes mais aprofundados sobre o extrato de cartilagem de tubarão como terapia para neoplasias, suas propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas dos compostos, e dos efeitos sistêmicos da propriedade antiangiogênica. Sendo um composto contraditório, devido à falta de resultados positivos em pacientes e somente relatos positivos em achados experimentais.

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